REPRESENTAR SIGNIFICA DOAR-SE, COMUNGAR COM A PLATÉIA, SER GENERSO!

TEATRO


FARSA DA BOA PREGUIÇA 



Farsa da Boa Preguiça: Uma montagem em parceria dos grupos Ser Tão Teatro e Clowns de Shakespeare
De um lado a juventude e energia do SER TÃO TEATRO (PB), grupo formado em 2007 na Universidade Federal da Paraíba – UFPB. Do outro, o CLOWNS DE SHAKESPEARE (RN), com mais de quinze anos de estrada, diversos prêmios nacionais e recentemente agraciado na categoria Figurino do Prêmio Shell de Teatro de SP, pelo espetáculo O Capitão e a Sereia.
Juntos os grupos realizam um projeto inédito na história do teatro nordestino: a montagem compartilhada do espetáculo Farsa da Boa Preguiça, de Ariano Suassuna, que uniu em um só processo criativo dois grupos de estados e formações diferentes na releitura contemporânea de um clássico da dramaturgia nordestina.
O projeto ousado envolveu profissionais de todas as partes do Brasil, sob a direção da carioca Christina Streva e do paulista Fernando Yamamoto. Também participaram da criação o potiguar Marco França na direção musical, os cariocas Carlos Alberto Nunes e Daniele Geammal, assinando cenário e figurino, a caracterizadora mineira Mona Magalhães, a preparadora corporal pernambucana Carla Martins, e o iluminador potiguar Ronaldo Costa.
Desse celeiro de cabeças criativas nasceu a Farsa..., um espetáculo vibrante, inspirado nas feiras nordestinas, carregado de cores, objetos, pantomimas e dança. Executada ao vivo pelos próprios atores, a música foi originalmente composta para a peça, e é um forte destaque dessa releitura contemporânea.
A pesquisa do trabalho dos atores inspirou-se na Commedia Dell´Arte e nos tipos populares brasileiros, e resultou em uma gestualidade marcante, que explora a comédia física, o humor inteligente, e o rico imaginário da cultura popular do nosso país.
Receptividade e Acessibilidade
Já na sua primeira temporada, a Farsa da Boa Preguiça, contemplado no Programa Eletrobrás de Cultura, no Prêmio Interações Estéticas (FUNARTE), e no Prêmio Artes Cênicas na Rua(FUNARTE), alcançou um público de aproximadamente 14 mil espectadores, apresentando-se em 21 cidades de sete estados nordestinos (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia).
Por onde passou, a peça causou forte impacto tanto no público quanto na critica especializada. O espetáculo de rua, realizado sempre gratuitamente nas praças do Brasil, garante acessibilidade a todas as classes sociais e faixas etárias, levando um programa de alta qualidade artística e de forte apelo popular a inúmeras pessoas que nunca tiveram a oportunidade de assistir a um clássico da dramaturgia brasileira.
A calorosa recepção do publico, tanto nas capitais quanto nas pequenas cidades do interior do Brasil, revelou o apelo popular da dramaturgia de Ariano Suassana que, adicionado a uma encenação vibrante, resultou em uma peça alegre e inteligente que muito contribui para a formação de platéia no nosso país.
A Peça – Sinopse
Farsa da Boa Preguiça foi montada pela primeira vez pelo Teatro de Arena do Recife, sob a direção de Hermilo Borba Filho em 1961. A peça é uma comédia escrita com base em romances e histórias populares do nordeste e conta a trajetória de Joaquim Simão, um tipo nordestino, cujas proezas são versos, preguiça e mulher. Casado com a apaixonada Nevinha, o poeta é vizinho de Aderaldo Catacão e de sua pseudo-intelectual esposa Clarabela, típicos representantes da burguesia capitalista.
Através de diversas reviravoltas e causos, orquestradas por um trio divino, composto por um cristo, um arcanjo e um santo, a trama vai cruzando o destino dos quatro personagens para mostrar que o único e verdadeiro objetivo do trabalho é a preguiça que ele proporciona depois. Enriquecendo a trama, dois demônios utilizam vários disfarces e artimanhas para dificultarem os planos do trio. A Farsa da Boa Preguiça é um festejo a cultura popular brasileira, uma homenagem ao nosso povo e revela toda a dimensão mítico-religiosa de nossa cultura.
FICHA TÉNICA
Direção: Christina Streva e Fernando Yamamoto
Elenco: Camille Carvalho, César Ferrario, Isadora Feitosa, Maisa Costa, Marco França, Netto Ribeiro, Renata Kaiser, Suellen Brito e Thardelly Lima
Texto: Ariano Suassuna
Direção musical: Marco França
Cenário: Carlos Alberto Nunes
Figurinista: Daniele Geammal
Maquiagem de Caracterização: Mona Magalhães
Iluminação: Ronaldo Costa
Produção: TRATO Assessoria e Produção Cultural


FICHA TÉCNICA 

CRÍTICAS

Farsa da Boa Preguiça

“É a nova geração de artistas do teatro, marcada pela afirmação do trabalho em grupo, às voltas com as fontes paradigmáticas da dramaturgia popular brasileira, a escola de Ariano Suassuna, de Hermilo Borba Filho. O resultado é um projeto solar, em todos os sentidos. A direção conjunta de Christina Streva e Fernando Yamamoto, unha e carne com a direção musical de Marco França, comunica-se com muita felicidade e sofisticação com o espectador de 2010, crianças e adultos desconectados do mundo digital para mergulhar de corpo e alma, presentes e fisgados que são por narrativa plena em oralidade, em musicalidade, em comunhão raras de se atingir na arte ao vivo...”
Valmir Santos
http://teatrojornal.com.br/blog/2010/05/fenart-uma-farsa-iluminada-de-verdade/
Nesta versão da Farsa da boa preguiça é possível testemunhar, então, o encontro conseqüente de dois grupos nordestinos em uma dupla dinâmica dialógica, feliz em todas as suas variações: a dos grupos, entre si, e a destes com a obra de Ariano, em uma conversa de gerações que, embora diferentes, acontece sem culpa nem cobranças . E, melhor, de igual para igual. Isto é muito importante para a vida de uma arte atualmente tão saqueada como o teatro - o nordestino em particular e o brasileiro, em geral.
Kil Abreu
Publicada na revista “Correio das Artes” – agosto 2010 nº 08



Vereda da Salvação
RELEASE
Apresentada inúmeras vezes na capital, mas também levada às cidades do interior, inclusive ao sertão paraibano, Vereda da Salvação causou forte impacto por onde passou. Assistida por muitas pessoas que nunca haviam visto um espetáculo teatral antes, muito menos um clássico do teatro moderno brasileiro, a apresentação da peça foi sempre acompanhada de debates calorosos. Nessas ocasiões, o grupo pode constatar como o espetáculo mexe com o povo nordestino, e os faz refletir sobre importantes questões da atual sociedade brasileira que são tão bem abordadas no texto de Jorge Andrade.
Este clássico da dramaturgia brasileira, é relido de maneira visceral em uma adaptação contemporânea, realizada pelo Ser Tão Teatro da Paraíba, sob direção da carioca Christina Streva. Vereda da Salvação aborda a miséria, o fanatismo religioso e o conflito de terra. Escrita em entre os anos 1957 e 1963, a peça é ambientada no sertão e foi inspirada em um fato verídico e brutal da história velada do Brasil, quando em 1955, trabalhadores rurais do norte de Minas Gerais, tomados por uma forte exaltação místico–religiosa desencadearam um desfecho trágico. “Apesar da dramaturgia ser construída por uma situação extrema ocorrida há 50 anos, a peça mostra em cena a realidade imutável de boa parte da população sertaneja”, fala Streva.
Vereda da Salvação fez sua estréia em 2007 na cidade de João Pessoa (PB). Aprovado pelo publico, foi considerado pela critica especializada o melhor espetáculo do ano, ganhando o Prêmio Domingos Sergio Batista de destaque da cultura paraibana. Em 2008, Vereda da Salvação circulou com o patrocínio do Programa BNB de Cultura pelo interior do estado, repetindo o sucesso de publico em todas as apresentações, além de ganhar os prêmios de Melhor Espetáculo e Melhor Direção no Festival Aldeia SESC de Teatro – PB. Em 2009, o espetáculo é contemplado no edital BR Distribuidora de Cultura, que selecionou as peças que mais se destacaram no país nos dois anos anteriores. Sendo assim, Vereda da Salvação chega agora à três estados da região Nordeste – Ceará, Sergipe e Bahia, totalizando doze apresentações tanto no interior quanto nas capitais.
Sobre o texto
Vereda da Salvação foi escrita entre os anos de 1957 e 1963, e estreou em 1964 pelas mãos de Antunes Filhos. Considerada um marco da dramaturgia nacional, ela representa uma virada na dramaturgia de Jorge Andrade que se volta para a classe brasileira mais desfavorecida. Inspirado em um episódio verídico ocorrido na cidade de Malacacheta, no sertão de Minas Gerais, Vereda da Salvação é o símbolo do desamparo, do descaso e da crendice dessa parte excluída da sociedade brasileira.
Árida como o sertão euclidiano de Canudos; miserável como os posseiros que
perderam suas terras tornando-se agregados; mergulhada em um lamaçal de
infertilidade, doença e misticismo, a peça retrata um Brasil vítima do isolamento e da ignorância. São as agruras da miséria e a total impossibilidade de melhora de vida no plano social que adubam o solo tornando-o fértil, não para o alimento que mata a fome, mas sim para o messianismo e o fanatismo religioso que tomam conta da alma.
Jorge Andrade consegue, em Vereda da Salvação, reproduzir com maestria essa combinação da degradação humana com a promessa da salvação divina que, repetidas vezes na história do Brasil, resultou em verdadeiras catástrofes sociais.
FICHA TÉCNICA
Texto: Jorge Andrade
Direção: Christina Streva
Assistente de Direção: Elias Lima e
Osvaldo Anzolin
Cenário : Osvaldo Anzolin
Cenotécnico : Didi
Iluminação : Gladson Galego
Operador de Luz: Janielson Silva
Figurino: Adriano Bezerra
Caracterização : Netto Ribeiro
Programação Visual: Márcio Miranda
Direção de produção: Renata Mora
Produção: Ser Tão Teatro
 ELENCO:
Artuliana: Isadora Feitosa
Manoel: Gladson Galego
Joaquim: Heráclito Cardoso
Dolor: Wanda Oliveira
Durvalina: Cida Costa
Geraldo: Anderson Lima
Ana: Raquel Ferreira
Daluz: Maísa Costa
Pedro: Winston Aquiles
Germana: Zé Hilton
Jovina: Suellen Brito

CHAPEUZINHO AMARELOU!


SINOPSE
 
As aventuras dos irmãos Patrícia e Bebeto, que através da literatura embarcam no mundo do faz de conta e transformam a estória da Chapeuzinho Vermelho, numa aventura muito parecida com os dias de hoje, vividas por meninos e meninas. Os personagens deixam de ser ingênuos, não se trata de destruí-los, mas de reconstruí-los de acordo com o enfoque contemporâneo, buscando soluções inovadoras sem perder a simbologia da velha estória. O espetáculo busca na história do francês Charles Perrault mostrar que atualmente a violência urbana é muito mais ameaçadora que os animais. E é por essas e outras que “CHAPEUZINHO AMARELOU!”.
 
ELENCO
Suzy Lopes e Netto Ribeiro
                             
FICHA TÉCNICA
Texto e Direção - Isaú Firmino
Coreografia e Corpo - Marcos Brandão
Música - Rogério Borges
Iluminação e Operação - Marcos Barreto
Figurino - Isaú Firmino
Confecção do figurino - by Zita e Gorethy
Sonoplastia e operação - Fábio Cavalcante
Maquiagem - Netto Ribeiro
Cenografia - Isaú Firmino
Cenotécnico - Waldemar Dornelas
Cartaz, Programa e Art Final - Digicom
Fotos e filmagem - Wal Studio
Studio de gravação - Kleber Som e Studio
Produção - RATAPLAN Cia. Artes
 
PRÊMIO
III MOSTRA ESTADUAL DE TEATRO PARA CRIANÇAS
(João Pessoa – Pb - 1999)
-Melhor Diretor
-Melhor atriz
-Melhor ator
-Melhor Trilha Sonora
 
FESTIVAL DE TEATRO DO BREJO
(Guarabira – Pb - 2000)
-2º Melhor Espetáculo
-Melhor Direção
 
XII BAILE DOS ARTISTAS
(João Pessoa – Pb - 2000)
-Melhor Espetáculo Infantil
 
TROFÉU IMPRENSA
(João Pessoa – Pb - 2000)
-Melhor Atriz
 
II FESTGUAÇUÍ / Prêmio Fernando Torres
(Guaçuí – E.S. - 2001)
-Melhor Espetáculo
-Melhor Atriz
-Melhor Ator
 
CRÍTICA
Jornal  “A UNIÃO”  João Pessoa, 29 e 30 de setembro de 2001
“...Chapeuzinho Amarelou toma como ponto de partida o conto “Chapeuzinho Vermelho” e o subverte do começo ao fim, mas o objetivo não é esse: há em cena toda uma apologia ao prazer de fazer teatro. Não se trata só de contar a história  da Chapeuzinho e sim um casal de irmãos, Patrícia e Bebeto brincando de fazer teatro em casa. Além disso a postura dos atores Suzy Lopes e Netto Ribeiro em cena, nos mostra isso, pois não escondem do público que se divertem muito enquanto a peça acontece. Ao invés de contar a história já conhecida por qualquer criança, o espetáculo tem um contexto que diz “não é bem assim...” , já começa por partir da visão de duas crianças. Patrícia, uma  pré-adolescente, menos doce, resmungona, irônica que não faz esforço nenhum para interpretar a chapeuzinho ingênua e indefesa como no clássico. Na peça, a personagem é como a Patrícia acha que deveria ser. A mãe que é interpretada pelo Bebeto, e é a mãe na visão deles, embora isso não fique claro na peça. Mas nenhuma dessas mudanças é tão surpreendente quanto a aparição do Lobo Mal. Na peça ele é o Michael Jackson!!!!!! E o mais eficaz disso é que a própria Chapeuzinho / Patricia não engole a mudança de cara, criando assim um dos diálogos mais engraçados ao chamá-lo repetidas vezes de Michael, tirando-o do sério “eu não sou o Michael, eu sou o Lobo!!!!” Então, se o Lobo não convence nem a Chapeuzinho, é como se liberasse o público de acreditar também. E quando a peça transforma o Lobo em um homem ( e não é qualquer homem, mas um símbolo da industria, além de uma pessoa pública envolvida em escândalos sexuais envolvendo crianças), assim coloca o perigo num tom indefinido, oscilando entre o real  e  a fantasia. Mesmo insistindo que é um lobo, não há dúvida  que a Chapeuzinho ali, não é exatamente um almoço...
Tem hora que não tem como não entender o duplo sentido, como  depois que o lobo dá uma carona a Chapeuzinho e fala: “primeiro eu como a vovozinha, depois eu como a netinha!” mas com o tempo todo as cenas são construídas e destruídas como em um passo de mágica, fica se sabendo que ela foi parar mesmo foi na barriga do dele. Numa entrevista a atriz me contou que um dos objetivos do espetáculo é justamente mostrar que o teatro é no fundo, o teatro é um grande faz de conta. Outro ponto positivo da peça é usar por diversas vezes trejeitos de desenho dos anos 40. por exemplo; uma clássica: vilão e vitima numa perseguição em círculo, até que a vítima pára e fica olhando divertida o vilão que contínua correndo sozinho. É, quantas vezes vimos o Pica-pau fazer isso? Mas quantas vezes se viu isso com pessoas e em um palco? E tudo isso só funciona, pelo espírito totalmente à vontade da Suzy Lopes e do Netto Ribeiro no palco. Íntimos com o texto, extremamente entrosados em cena, e ainda fazendo o difícil exercício de interpretar vários papeis através da visão de outro personagem. Os dois são seguros de si, dominam a platéia e não escondem a admiração que têm um pela atuação do outro, os atores buscam a  cumplicidade com o público através de olhares e gestos. O que seria um problema numa peça que quisesse se firmar o teatro como uma verdade ou magia. Não, em Chapeuzinho que é uma peça-dentro-da –peça e quer antes de tudo, mostrar que o teatro não é verdade e que há magia sim no que ele produz, mas também há muita magia em faze-lo. 


HELLO BOY



SINOPSE
Historias de amor entre alunos e professores costumam evaporar-se no ar sem deixar marcas. Mas algumas vezes, podem ser intensas como uma paixão de novela. Um amor platônico que parecia uma medida preventiva contra os perigos da maioridade ou mesmo complexo de Édipo pela falta de mãe, torna uma paixão impossível numa bela e conflituosa história de amor entre Vitor ( 17 anos) e sua professora de inglês Olívia ( 40 anos ) com um final surpreendente. Atemporal, a peça não pretende fixar datas nem tão pouco época e sim colocar um prático elementos cênicos: ator, palavras, figurino, marcação, som e luz. Resultando numa experiência que mistura  realismo e distanciamento.
 
ELENCO
Mayana Neiva – Olívia
Netto Ribeiro – Vitor
  FICHA TÉCNICA
Autor: Roberto Gil Camargo
Direção: Isaú Firmino
Assistente de Direção: Suzy Lopes
Corpo e Coreografia: Marcos Brandão
Contra-regra: Mary Cat
Iluminação: Fabiano Diniz
Sonoplastia: Sonival Gomes
Figurinos e Adereços: Isaú Firmino
Confecção dos Figurinos: By Zita Lima
Maquiagem: Netto Ribeiro
Fotos: Altair Castro
Arte Final: Gilton Lira
Standy By: Flávio Ramos
Produção: RATAPLAN Cia. das Artes
 
CRÍTICA
  Revista eletrônica:  www.umaseoutras.com.br/
  Natal – RN      06 de abril de 2003
  Clotilde Tavares
 
OTIMO, BOM, REGULAR, SOFRÍVEL, PÉSSIMO, HELLO BOY
Entre os espetáculos que vi, um deles me deixou impressionada pela qualidade e inteligência com que trabalha a linguagem, no uso da luz desenhando a cenografia, e pela sensibilidade com que tratou da questão central da peça: a paixão de um aluno de dezessete anos pela professora quarentona.

Refiro-me a Hello Boy, texto do paulista Roberto Gil Camargo e direção impecável de Isaú Firmino. Foi bom ver esse espetáculo depois da aula que eu havia dado à tarde, tentando arrancar os alunos daquela visão de teatro naturalista onde o palco tem um sofá, duas poltronas e um vaso de plantas ou um telão pintado com casinhas coloridas.

O desenho dos ambientes apenas com luz, revelando-se isso no início da peça - sendo mostradas as varas com os refletores arriadas, ocupando o palco - e o uso dos próprios atores para fazerem, onomatopeicamente, os ruídos de portas batendo e campainhas tocando, mostra um teatralismoa luz é um dos elementos mais fortes desse espetáculo, a cargo do competente Fabiano Diniz. que está sendo pouco a pouco afastado dos palcos pelos espetáculos "globais" ou suas pobres imitações. Aliás,

Esse palco naturalista mais do que batido - poltronas, sofá e vaso de plantas - foi o cenário da peça Terceiras Intenções, com Taumaturgo Ferreira e outros atores de novelas, que se apresentaram no mesmo teatro, na sexta-feira dia 28, que já estava agendado com antecedência, não fazendo, por isso, parte da mostra. Ao ver poltronas e sofás no espaço cênico, eu prudentemente me afastei do teatro e achei melhor gastar meu tempo com o jornalista Polion Jr. e a maravilhosa Denise, num bom papo na Picanha 200, onde Pedro Quirino, meu sobrinho, era a atração principal, cantando de Djavan a Pink Floyd.  
Voltando a Hello Boy, é preciso registrar a juventude, beleza sem par e extrema competência em cena de Netto Ribeiro (21 anos) e Mayana Neiva (19 anos), que encarnaram os personagens principais. Mayana é uma bela mulher, e é a Miss Paraíba deste ano; faz a professora quarentona de forma teatral mas sem caricatura e a sua beleza não é usada em cena, em nada interferindo na avaliação do seu desempenho teatral. E Netto Ribeiro é de fazer qualquer mulher - ou homem - sair do sério. Apesar de tanta beleza e juventude, os atores nos ganham mesmo é pelo que fazem no palco, com competência e segurança, guiados pelo encenador que, em nenhuma hora, mesmo na cena de masturbação, apela para a grosseria. Em tempo: não há palavrões em cena, coisa inusitada nos espetáculos de hoje em dia.
Para completar, o espetáculo tem um final absolutamente inusitado e genial que pegou até mesmo esta velha e experiente professora de surpresa!
Como única observação, e como o espetáculo já teve diversas montagens no país, eu queria saber o que é indicado pelo texto original como rubrica de cena e aquilo que é criação exclusiva do diretor dessa montagem que vi. 
Somente para relembrar: Hello Boy, direção de Isaú Firmino, texto de Roberto Gil Camargo, luz de Fabiano Diniz, corpo e coreografia de Marcos Brandão e Sonoplastia de Sonival Gomes. Em cena, os maravilhosos Mayanna Neiva e Neto Ribeiro. Nota dez!
  
PRÊMIOS
Mostra Estadual de Teatro
João Pessoa 2002
*Atriz Revelação
*Melhor Espetáculo – 2º Lugar

OS GATOS DO BECO









SINOPSE
Quatro gatos; John, Paul, Bingo e George.
Nasceram e se conheceram em um beco de Liverpool. Uma mera coincidência com os Beatles.  Movidos pela realização de um sonho. Criam uma banda, “THE CAT’S” e assim se tornam nos bichanos mais amados e famosos do mundo. A trilha são versões das músicas dos Beatles que igualmente falam de política, melhoria social, paz e amor.
 
ELENCO
Alexandre Fialho
Netto Ribeiro
Antônio dos Santos
Marcos Pinto
Fábio Cavalcante
 
FICHA TÉCNICA
Direção - Isaú Firmino
Autor - Alvarito Mendes
Figurinos e adereços - Isaú Firmino
Confecção dos figurinos - By Zita
Design e Mascaras - By Val Soares
Maquiagem - Williams Muniz
Sonoplastia - Alvarito Mendes
Operação de Som - Sony Leite
Músicas - Beatles
Direção Musical - Alvarito Mendes
Cenografia - Antônio dos Santos
Iluminação - Fabiano Diniz
Studio de Gravação - Scalla
Fotografia - Lygia Gomes
Produção - RATAPLAN Cia. das Artes
 
PRÊMIOS
II MOSTRA ESTADUAL DE TEATRO PARA CRIANÇAS
(João Pessoa – PB - 1998)
Melhor Espetáculo 3º lugar


I FESTIVAL DE TEATRO DO BREJO
(Guarabira – PB - 1999 )
Melhor espetáculo 3º lugar
Melhor Maquiagem
 
CRÍTICA
Suzy Lopes
(Atriz)
“Assisti OS GATOS várias vezes, mas lembro que na primeira vez, quando eu estava em pé aplaudindo, eu pensei: EU QUERO TRABALHAR UM DIA NESSA COMPANHIA!”
 
 
Waldemar Dornelas
(Cenotecnico / Trabalha no Theatro Santa Roza à 30 anos)
“Não tem nem o que falar desse espetáculo. Pras crianças foi a maior maravilha. Como todos as peças da RATAPLAN, que trata a criança com respeito à sua inteligência. E eu me divertia demais na cena que tinha uns bonecos que as crianças ficavam brigando com eles. Eu adorava!”