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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ÁGUA BARRENTA

 FINALMENTE

Água Barrenta, de Tiago Penna

FILME ÁGUA BARRENTA SERÁ LANÇADO EM SESSÕES GRATUITAS NO CINE TAMBIÁ NESTE SÁBADO - DIA 18/12/2010.

Também serão realizadas sessões para as escolas da rede pública de ensino

Com direção e roteiro assinados por Tiago Penna, o filme de curta metragem Água Barrenta – patrocinado pelo Fundo de Incentivo à Cultura Lei Augusto dos Anjos 2008 e pela Energisa - será apresentado ao público pela primeira vez em várias sessões gratuitas no dia 18 de dezembro (sábado), no Cine Tambiá,entre 15h30 e 19h. Os intervalos entre uma sessão e outra são de 30 minutos.

Às 20h será realizada a sessão oficial de lançamento - com presença da equipe - para convidados. As sessões ocorrerão até às 22h.O público limite de cada sessão é de 90 pessoas.

Com 18 minutos de duração, o filme paraibano será exibido até às 22h do dia 18. Após as exibições haverá uma festa de lançamento no Espaço Mundo, na Praça Antenor Navarro, com as bandas Néctar do Groove, Seu Pereira eColetivo 401, e o DJ Dowling. Haverá ainda a exibição do makingof Água Barrenta de Edu Chaves.

Água Barrenta é uma ficção sobre a problemática das crianças de rua que são produzidas e ao mesmo tempo excluídas pela sociedade de consumo. O título - Água Barrenta - é uma alusão à exclusão social e afetiva enfrentada por estas crianças, que parecem representar uma espécie de classe “anti”-social.

“Quando pensamos em "água barrenta", temos a imagem do sertão em seca, quando suas reservas de água potável se tornam insalubres”, explica Tiago Penna – diretor e roteirista do curta. Para ele o filme se propõe a narrar o cotidiano dessas crianças de rua, que perambulam pelas ruas a fim de realizar o sonho de consumo do "boy", o amiguinho mais novo, e que faz aniversário naquele dia.

Tiago observa ainda que as diversas tribulações, típicas das ruas das grandes cidades brasileiras, enfrentadas por estas crianças serve de pano de fundo para a trama do filme, que propõe ainda um olhar antropológico por parte dos espectadores para essa parcela da sociedade, enquanto se evidenciam seus futuros possíveis incrustados nesta situação. Com isso, o diretor tem o objetivo de propor um questionamento da ordem vigente, e do papel de cada um de nós – cidadãos – perante esse quadro, que representa um verdadeiro flagelo social.

Quanto às suas opções estéticas, Tiago, que também é professor de Filosofia da Universidade Federal de Alagoas, afirma que o filme propõe revelar a miséria diante das mais belas paisagens, sejam elas naturais ou arquitetônicas.“Este mundo é muito colorido, mas há algo de poluído neste mesmo mundo que o torna acinzentado, como se os personagens fossem em preto e branco diante de um cenário exuberantemente colorido. Por isso uma das opções estéticas foi a de utilizar grafites e pichações como cenário do filme, além de obviamente haver uma referência a esta chuva de informações, evidenciada pela publicidade inerente de nossa sociedade, e pela massa sonora do filme, na qual existem poucos momentos de silêncio”, conclui.

As filmagens de ÁguaBarrenta aconteceram durante o mês de Janeiro de 2008 e ocuparam várias ruas e bairros de João Pessoa. Com suporte e equipe técnica que não deve em nada às produções nacionais, o filme foi produzido em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas – seção Paraíba (ABD-PB) e apoio institucional da Funjope, UFPB e UFAL.

Elenco infantil:
Jaílson Ferreira como Paulinho
Giórgia Lins como Maria
Davi Souza como João
Marcos Anderson como Antônio
Elenco adulto: Daniel Araújo, Flávio Melo, Jacinto Moreno, Márcio Tadeu, Marcos Pimenta, Netto Ribeiro, Omar Brito, Rafael Hobi, Toíndas Besta, Willians Muniz e Wivian Cabral.
Participação especial: Everaldo Pontes.
 
Ficha técnica:
Roteiro e Direção: Tiago Penna.
Produção Executiva: Cristhine Lucena, Drica Soares e Tiago Penna.
Direção de Fotografia: João Carlos Beltrão e Lúcio César Fernandes
Direção de Arte: Joana Maia e Shiko.
Som Direto e Desenho Sonoro: Márcio Câmara.
Montagem e Preparação para Transfer: Charles Northrupe.
Assistentes de Direção: David Sobel e Otto Cabral.
Produção de Elenco: Liuba de Medeiros.
Preparação do Elenco Mirim: Sebastião Formiga
Assessoria de Imprensa: Calina Bispo
Psicóloga Infantil: Thaís Vasconcelos

TransfertoFilm35mm: Movedoll Cinematográfica
Revelação de negativo: Casablanca
Copiagem e Marcação de Luz: Labo Cine
Mixagem e Masterização: Rob Filmes
Telecine: Link Digital

POR NETTO RIBEIRO
 

MAKING OFF DO FILME
ÁGUA BARRENTA[
DE TIAGO PENNA

Depois de uma lionga espera, tudo valeu a Pena. sem conotação com o Thiago Penna (diretor). O curta rordado  na cidade de João Pessoa, buscou a essêcia primordial do trabalho de equipe, unida a um orçamneto baixo para os padrões exigidos no mundo da sétima arte. Mas com nosso jeitinho Paraibanpo, conseguimos dar continuidade e o resultado está ai. O filme estreio no Tambiá Shopping, com sessões gratuitas, e uma especial para a equipe do filme, que vibrou com as cenas e coma edição impecável. Acredito que Àgua Barrenta, já é um marco no cinema novo Paraobano, e tenho certeza que o filme concorrerá em festivais por on de passar,e  arrebatará prêmios. Foi um prazer imenso pra mi, tomar conta da alimentaçao de toda a equipe e claro.  a oportunidade dada a mim pelo Thiago com um participação que eu denomino "aparição exsplosiva" totalmente dentro do contexto da obra. O filme ta lindo, as crianças arrasam, as produtoras derram conta do recadon ap´re, na pró e e na pós. Saúde e mais fimes a todos os artistas paraibanos.

Mais informações no site do filme http://www.aguabarrenta.com.br/

CINEMA


CANTA MARIA



Lançado em DVD "Canta Maria", um dos melhores trabalhos de Francisco Ramalho Jr, autor de sucessos como "O Cortiço" (76) e "Besame Mucho" (87) e executivo de grandes produções, como os filmes internacionais de Hector Babenco. O elenco é liderado por Marco Ricca e José Wilker, interpretando Lampião, o próprio ícone do cangaço. O clima de guerra que vigorou no tempo dos cangaceiros apenas acentua os dilemas e as dificuldades das mulheres nordestinas. Principalmente as mais belas e voluntariosas, como a sertaneja que protagoniza o romance do sergipano Francisco Dantas, em que o filme se baseia. E é vivida pela estreante, mas talentosa Vanessa Giácomo. É sem dúvida um dos melhores filmes brasileiros sobre aquela época, promovendo uma espécie de síntese daquilo que de mais interessante já se filmou sobre o tema. Munido de um ponto de vista feminino, Ramalho lança uma nova luz sobre tudo. Atribui mais conteúdo ao estilo que deu origem ao ciclo do cangaço inaugurado na Vera Cruz. E, por outro lado, torna mais palpáveis e carnais as conceituações sociológicas com que o cinema novo falava da terra do sol, no tempo em que deus ou o diabo eram as únicas opções. Neste trabalho de maturidade profissional, Ramalho acerta em todos os aspectos. O roteiro alcança a dimensão trágica de Shakespeare e o texto mostra uma concisão digna de Graciliano Ramos. John Ford, Glauber Rocha e Lima Barreto bateriam palmas para "Canta Maria".

Categorias
Longa-metragem / Sonoro / Ficção

Material original
35mm, COR, 82min, 2.260m, 24q, Dolby Digital

Data e local de produção
Ano: 2006
País: BR


Sinopse
"Em 1930, o nordeste brasileiro está em guerra. Tropas do exército perseguem os cangaceiros. Uma mulher vive nesse fogo cruzado: Maria." (Epipoca/site)
Gênero
Drama
Termos descritores
Literatura; Adaptação para cinema
Produção
Companhia(s) co-produtora(s): Grapho Produções Artísticas Ltda.; Megacolor; Estúdios Mega; Locall de Cinema e Televisão
Produção: Ramalho Jr., Francisco
Co-produção: Ivy Filmes; Ribeiro, Paulo
Direção de produção: Torres, Marcelo
Produção executiva: Torres, Marcelo
Assistência de produção: Melo, Erico

Produção - Dados adicionais
Financimento/patrocínio: BR - Governo Federal; BNDES; Banco do Nordeste do Brasil; Nossa Caixa Nosso Banco; Cia. Energética de Petrolina; Banespa Santander; Banco Fininvest; Unibanco; Yamana Desenvolvimento Mineral; Vale Sul Alumínio; Banco Ourinvest; Banco Nossa Caixa S.A.; Concessionária Ecovias dos Imigrantes S.A.
Coordenação de produção: Lima, Mônica; Ambrogi, Bia
Contabilidade: Fernandes, Valter (Vavá); DPS; Fernandes Contabilidade
Motorista: Jorginho; Gerson; Antônio; Duda; Carlos, Luis; Sérgio, Paulo; Bruno; Tomáz, Severino; Santos, Laércio Lima; Floriano, Joaquim

Distribuição
Companhia(s) distribuidora(s): Califórnia

Argumento/roteiro
Roteiro: Ramalho Jr., Francisco

Estória: Baseada no romance <Desvalidos, Os> de <Dantas, Francisco J. C.>

Direção
Direção: Ramalho Jr., Francisco
Assistência de direção: Lordy, Marcela; Setúbal, Carol Lutz; Fernandes, Fernanda
Continuidade: Carneiro, Daniela
Coreografia: Arruda, Evana

Fotografia
Direção de fotografia: Kodato, Lúcio
Câmera: Kodato, Lúcio
Assistência de câmera: Guarani, Odair; Bob, Zé
Fotografia de cena: Figueiredo, Luciana

Dados adicionais de fotografia
Chefe eletricista: Damião (Gay)
Assistente de eletrecista: Jabá (Jalso); Mandioca (Sebastião)
Maquinista: Mimoso (Raimundo)
Auxiliar de maquinista: Galego; Primo (Celso)

Som
Técnico de som: Lima, Leandro
Som direto: Lima, Leandro

Dados adicionais de som
Ruídos de sala: César, Antônio; Rocha, César
Técnico de gravações: Peixoto, Fabiano; Guimarães, Diego; Mamberti, Tomaz

Montagem
Montagem: Campion, Manga
Assistente de montagem: Klaussner, Daniel

Direção de arte
Direção de arte: Piacenti, Ana Cláudia
Assistência de direção de arte: Pinheiro, Gustavo
Figurinos: Stefani, Valéria
Cenografia: Ogasawara, Joe

Dados adicionais de direção de arte
Assistencia de cenografia: Villela, Daniela
Maquiagem: Meirelles, Donna
Assistência de figurino: Brollo, Alexandre; Monteiro, Patrícia

Música
Música (Genérico): Kireeff, Dimi

Dados adicionais de música
Intérprete(s): Trielli, Filipe; Galli, Daniel; Galli, Rosana; Dona Rosa; Trielli, Vanessa e Mamberti, Tomaz
Instrumentista: Trielli, Filipe - violões; Cunha, Pedro e Alexandre - sanfonas; Herz, Ricardo - violino e violino tenor; Kireeff, Dimi - viola caipira, violões, cavaquinho, teclado e flauta; J.R. e Ângelo - percussão; Santana, Edu - teclados e programação; Guimarães, Diego - violões; Mamberti, Tomaz - violões e percussão e Nicolau, Henrique - viola caipira

Canção
Autor da música da canção: Mercury, Daniela

Título: Canta Maria;
Autor da canção: Mercury, Daniela e Povoas, Gabriel;
Intérprete: Mercury, Daniela;

Título: Cavaleiro do coração;
Autor da canção: Mercury, Daniela e Povoas, Gabriel;
Intérprete: Mercury, Daniela e Povoas, Gabriel;

Título: Alumeia;
Autor da canção: Mercury, Daniela e Povoas, Gabriel
Intérprete: Mercury, Daniela;

Título: Ó meu jasmin;
Intérprete: Giácomo, Vanessa;

Título: Meu limoeiro
Intérprete: Giácomo, Vanessa;

Instrumentista: Cacau - percussão; Dantas, Estevan - acordeon; Lobão, Candida - violoncelo; Seal, Gustavo - oboé; Vargas, Alexandre - violão; Dantas, Fred - bombardino e Duarte, Toni - baixo;

Intérprete: Povoas, Gabriel; Duarte, Toni; Alvinho; Caldas, Paulinho - coro
Instrumentista: Galter, Ladson - baixo acústico; Tota - flauta; Dantas, Estevan - acordeon e Casado, Alexandre - baixo acústico

Identidades/elenco:
Giácomo, Vanessa (Maria)
Ricca, Marco (Felipe)
Boggiss, Edward (Coriolano)
Wilker, José (Lampião)
Abreu, Aloísio de (Soldado de Bigode)
Penna, Rodrigo (Loquinho)
D'Ávila, Tião (Prefeito)
Faro, Neusa Maria (Tia de Maria)
Carvalho, Francisco (Pai de Maria)
Cigarini, Eliete (Mãe de Maria)
Rebouças, Victor (Dono do armázem)
Teixeira, Fernando (Caixeiro viajante)
Lima, Gal Cunha (Mulher de lampião)
Holanda, Servílio de (Cangaceiro 1)
Ribeiro, Neto (Cangaceiro 2)
Albuquerque, Jô (Capitão)
Fialho, Mano (Soldado volante 2)
Silva, Ailton Costa (Menino)
Júnior, Benício (Cangaceiro 3)
Geovenazze, Sidney (Cangaceiro 4)
Lacerda, Ravi (Soldado municipal 1)
Pereira, Tarcísio (Delegado)
Magalhães, Augusto (Soldado municipal 2)
Alves, Edílson (Homem 1 boteco)
Formiga, Sebastião (Homem 2 boteco)
Lucena, Hipólito (Homem 3 boteco)
Lacerda, Polliana (Moça baile)
Neves, Lucas (Rapaz baile)
Salles, Sônia (Mulher 1 final)
Barbosa, Prazeres (Mulher 2 final)
Miguel, Edmar (Músico 1 sanfona)
Santos, Edmilson (Músico 2 zabumba)
Guerra, Henry (Músico 3 violino)
Bezerra, Elton John (Músico 4 violino)
Oliveira, Daniel (Músico 4 violino)
Thirê, Cecil (Músico 4 violino)
Renata, Josefa (Dublê de Maria)
Silva, Marcondes da (Dublê de Filipe e Coriolano)

Do começo ao fim

Saí ontem de casa para comprar remédios para a virose da minha vó. Não fui na farmácia de costume, pilotei mais um tempo, e cheguei até a Avenida Ruy Carneiro. Desci sua ladeira contornei o bairro de tambaú em busca de um filme ou algo que me tirasse da cabeça minha insatisfação e minha impaciência com a vida. Achei aqueles camelôs que vendem piratas no calçadão. Vi alguns filmes e ja indo embora sem ter ainda encontrado algo que me fizesse sair de mim, logo abaixo de sua estante peguei um filme chamado DO COMEÇO AO FIM.

Do Começo ao Fim é uma história de amor. A história de Francisco e Thomás e de sua família: Julieta, Alexandre e Pedro. Com uma narrativa particular o filme pretende contar a história de um amor incondicional como uma possibilidade, como um contraponto para um mundo cheio de violência, medo e intolerancia.

1986, Thomás, filho de Julieta e Alexandre, nasce com os olhos fechados e assim permanece durante várias semanas. Julieta não se preocupa e diz que quando o filho estiver pronto, que quando ela quiser, ele abrirá os olhos. Foi assim, nos primeiros dias de vida de Thomás aprendeu que era livre arbítrio. Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de 6 anos. 1992 Julieta é uma linda mulher e uma mãe amorosa. É médica de um hospital e trabalha no setor de emergência. É casada pela segunda vez com Alexandre, pai de Thomás. Pedro, seu primeiro marido e pai de Francisco mora na Argentina. Julieta e ele continuam bons amigos.

Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais, segundo Pedro, que passa uma temporada com eles em Buenos Aires. Anos mais tarde, quando Francisco tem 27 anos e Thomás 21, Julieta morre repentinamente em um acidente de carro. Francisco e Thomás se tornaram amantes e vivem uma extraordinária história de amor.
Uma história de dois irmãos que vivem um amor platônico, e não resistindo a volúpia que os condena ao amor eterno, vivem juntos uma linda estória de amor, digna de um verdadeiro conto de fada. Minha sensibilidade explodiu ao ver tamanha dedicação ao amor. A delicadeza da dramaturgia me remeteu ao que ainda não vivi. Meus sonhos e desejos de um amor, se personificam em toda sua certeza, nesse amor incondicional, capaz de romper qualquer barreira, ou qualquer ato de imposição feita sobre o amor. Um dos primeiros textos do filme lança ao espectador uma mensagem direta e clara da temática abordada na película "...foi quando eu entendi o que era LIVRE ARBÍTRIO". O posicionamento firme e constante da mãe, me tranquilizou de imediato, até mesmo quando o PEDRO, Pai de um dos personagens que vive na Argentina, questiona sua ex mulher sobre a "intimidade" demasiada dos irmãos, e se eles enquanto pais, não devem dialogar com as crianças sobre esse sentimento e sobre as mazelas malditas impostas a nós, por uma sociedade medíocre diante do fato de amar. Geralmente neste tipo de conflito, prevalece o preconceito e a intolerância. E não foi o que eu encontrei em DO COMEÇO AO FIM. Onde o respeito ao amor está acima de qualquer coisa. Onde a compreensão, e o carinho prevalecem em magnificência. Não há impedimentos, não há grandes surpresas, nem se trata de uma grande produção. É mais uma prova viva de que a sensibilidade e o AMOR, são capazes de gerar nas pessoas emoções escondidas dentro de cada um. Independente de sua condição sexual, e indiferente ao preceitos cristãos que "regem" a pirâmide democrática social, DO COMEÇO AO FIM é uma chave libertadora e definitiva para o novo pensamento, para o novo conceito de existir e para a forma PURA de AMAR. -